Chegou a hora dos pais invadirem o espaço das mamães blogueiras! Obaaaaa! Não, quem sou eu para adentrar no espaço de vocês, mães!!! Mãe é mãe e pronto!!! E esse é o espaço de vocês! Mas que fiquei feliz de poder participar deste post, fiquei, pois pelo que a mamãe fala, este universo é maravilhoso. Bom o que falar: já sei: "Ser pai é padecer no paraíso." Bom, acho que não né! Vou falar então sobre o que foi e é ser o pai do Matheus!
Bom vou contextualizar um pouco: Sou funcionário público e formado em Teatro, sim sou artista, ator, professor e diretor de teatro e minha vida sempre foi trabalhar com a criação. Criação de ficção, criação de fantasia, de mentiras, de personagens, de seres que não existem, criação de outras realidades. E quando casei em 2004 e logo no ano seguinte percebi, ou melhor, me vi dentro da "real" possibilidade do poder da criação de um ser real, e não mais fictício como nos espetáculos em que eu criava. Esta seria a minha mais perfeita criação, a mais digna, a mais amada e a mais esperada e projetada. A criação de que vos falo, é a benção que foi poder gerar junto a minha esposa o nosso filho, o Matheus, de longe a minha obra de arte mais preciosa. Obra esta, concebida longe dos palcos.
"Que obra-prima é o homem!
Como é nobre em sua razão! Como é infinito em faculdades!
Em forma e movimentos, como é expressivo e maravilhoso!
Nas ações se parece com um anjo!
Na inteligência se parece com um deus!"
HAMLET - Shakespeare - Ato I, Cena II.
Para mim, ser pai é isso, é conceber, gestar e criar! Ser pai é participar da CRIAÇÃO. E isto significa que você é absolutamente responsável por transmitir valores para a sua cria, e quando falo em valores, não me refiro a valores financeiros, cifras, reais ou dólar! Nem tampouco de valores materiais! Mas de valores éticos, de exemplos que somente nós, os pais, podemos repassar aos nossos filhos. Valores não é "valor", valores não representa ter grana ou status e ensinar a me relacionar com A ou B porque ele tem grana, carro ou casarão. Os valores que repasso são de ser íntegro, verdadeiro, humano( pode não parecer, mas difícil em tempos remotos), gostar de uma boa música (e boa música não é somente a que eu gosto, mas tentar apresentar ao seu filho uma diversidade, uma pluralidade, contando que não seja de procedência duvidosa,) de um bom livro, de saber discernir o certo e o errado, mesmo sabendo que o que é certo para mim pode ser errado para você e vice-versa, mas acreditar que o seu exemplo tem que ser o referencial para o seu filho, não matar, não roubar nem tampouco fumar ou beber (preferencialmente, senão ao menos longe deles, é o mínimo!) . Portanto, no meu dia a dia eu tenho que pensar os meus atos, pensar os meus passos, pois estarei interferindo diretamente na formação do meu filho. Então nossa rotina é a de brincar (mesmo que essa brincadeira seja barulhenta e a mamãe não autorize), passear, ler, apreciar filmes, espetáculos de teatro (nós aqui em casa vamos muito ao teatro), cinema (adoramos!), galerias de arte (é de graça!), espetáculos de dança, de ballet (mas "ballet é coisa de menina!", até pode ser, mas mesmo o seu filho sendo um menino, pois não podemos incentivá-lo a viver numa sociedade de segregação, onde "isso é para menino", e "isso é para menina", pois futuramente isso pode se transformar em preconceitos segregadores tornando uma sociedade como a nossa de hoje, pense nisso, pois nem o menino nem tampouco o papai deixaram de ser o que são pelo fato de assistir um ballet ou o desenho da "Rapunzel" por exemplo, ou de a menina assistir ao desenho dos "Carros" ou gostar de futebol), um piquenique no parque ou praça, enfim, são pequenos gestos e ações cotidianas que transmitem o nosso grande amor, além de interferir na sua criação. Ser pai é ter paciência (mesmo quando as vezes eles nos "tiram" a paciência), é escutar, confiar e passar confiança a eles, e dar liberdade a eles (sim, liberdade, pois eles precisam aprender que existem escolhas e desde pequeno eles tem liberdade de escolha e esta escolha acarretará conseqüências boas e/ou ruins, mas que todo o ato tem uma reação, portanto a liberdade é algo a ser incentivado.
Bom, poderia ficar o dia todo aqui, escrevendo, mas penso que já me estendi o bastante, mas quando o assunto é filhos, sempre temos muito a falar, não é mesmo?
Gostaria de aproveitar e dizer que amo muito o meu filho (não há dúvida nisso), mas que amo muito também a sua mãe(não há dúvida nisso!) por estar dividindo comigo essa maravilha que é ser PAI. Um abraço a todas as mamães e papais e continuem compartilhando suas experiências e histórias. Ah, vou aproveitar para divulgar o meu blog também, não é sobre filhos, mas sobre teatro, e neste ano estarei dirigindo um espetáculo dedicado ao meu filho e a todas as crianças, "O Pequeno príncipe", então visitem o meu blog
http://escapeteatro.blogspot.com/ Um grande abraço,
Diego Ferreira.
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Matheus e papai Diego |